Web semântica, sem enrolação
November 13th, 2008Escrevi um artigo sobre web semântica para o Tecnologia Inteligente, o blog da minha empresa, Vetta Labs.
Escrevi um artigo sobre web semântica para o Tecnologia Inteligente, o blog da minha empresa, Vetta Labs.
Há algum tempo eu disse que tinha desistido do Linux no EEE PC por causa de problemas de desempenho e compatibilidade, e havia passado pro Windows XP. Muita gente disse que eu estava fazendo besteira e uns poucos acharam que se era uma decisão bem ponderada tudo bem.
Meus problemas com segurança foram tantos que acabei de desistir da idéia e agora dou razão aos críticos. Realmente o Windows XP não é um sistema operacional sério.
Ontem a Cyntia me disse que o “antivírus” estava dando uma mensagem estranha. Como eu não tinha instalado antivírus nenhum, vi na hora que era algum vírus, trojan, worm ou algo do tipo. Aparecia no Firefox 3.1b1.
Eu achei estranho - nunca usamos Internet Explorer, e nunca fazemos coisa alguma que possa causar risco (não saímos por aí clicando em links de spam). Minha rede é fechadinha, com firewall no roteador e no próprio Windows. Nos últimos dez anos eu nunca tive um problema de segurança de software (nesses últimos dez anos usamos Linux em casa). Eu coloquei o XP no EEE PC há poucos meses, porque a compatibilidade com o hardware era melhor, e eu queria uns joguinhos (World of Goo rocks!).
Fui rodar o AVG (antivírus gratuito) e o Spybot Search & Destroy e me assustei com o que detectaram: como disse no subject, 42 vírus, 17 spywares e não tenho certeza de que encontraram todos.
Puta que pariu, eu sabia que o XP era uma vergonha em termos de segurança, mas fui dar uma de elitista, arrogante e sectário que acha que pegar vírus e trojan é coisa de n00b sem noção e me fodi. A segurança do XP é tão ruim que não há educação de usuário que resolva (ao contrário do que eu costumava dizer).
Depois dessa eu não tenho mais coragem de acessar GMail (Internet Banking nem se fala) com meu EEE. Fodam-se os probleminhas de compatibilidade e usabilidade, estou voltando pro Linux. Não sei ainda se Ubuntu, Mandriva 2009 (que disseram estar funcionando bem no EEE), ou o que vai ser, mas com XP não dá pra ficar.
Instalei Far Cry 2 no meu PC. Estou impressionado com os gráficos, são realmente excelentes (e o engine é bem eficiente: rodou macio, mas sem anti-aliasing, na minha 8600 GT). E o cenário é interessante também, você é um mercenário com malária no meio de um conflito entre duas facções na África.
Vídeo da música “Mistério na Teia” (Hélio Ziskind, que era do sensacional Grupo Rumo nos anos 1970) do programa infantil Cocoricó, da TV Cultura (Brasil). Esse vídeo está no DVD “Baú do Faz de Conta”, e também é exibido na TV aberta.
Os personagens são Dito e Feito, vestidos de Sherlock Holmes.
A música conta a história do marimbondo-caçador, um tipo de marimbondo que coloca seu ovo em uma aranha. A larva ao nascer come a aranha viva, por dentro, evitando órgãos vitais e modificando seu comportamento (no exemplo específico, a aranha faz um ninho de teia para o casulo do marimbondo).
Esses marimbondos são da família Pompilidae, e nos Estados Unidos são conhecidos como spider wasps (vespas-de-aranha). Uma espécie famosa de lá é a Pepsis formosa, conhecida como tarantula hawk.
Pepsis também é o gênero dos marimbondos-caçadores encontrados no Brasil (segundo o dicionário Houaiss), mas não consegui descobrir a espécie exata que induz a aranha a fazer o ninho de teia; se alguém souber, por favor deixe um comentário!
Hoje chegou no meu escritório um envelope branco. Pelos selos foi enviado da Suécia. Sem remetente, nada, só uma etiqueta PRIORITAIRE, meu nome e endereço (sem nenhum erro), e, no cantinho do envelope, escrito à mão, com esferográfica azul, a frase
Will tell you more when I return!.
Dentro, embalado em plástico bolha, tinha um livrinho branco, fino (21 páginas), capa dura, bem produzido, com uma ilustração do Escher na capa. O título é “Being or Nothingness” (referência a “Being and Nothingness”, em português Ser e o Nada: Ensaio de Ontologia Fenomenológica, de Sartre), mas o autor é um certo Joe K.
Numa etiqueta colada ao livro tem um aviso:
Warning! Please study the letter to Professor Hofstadter before you read the book. Good Luck!
Dentro, uma cartinha (numa folha separada, dobradinha) endereçada ao Prof. Douglas Hofstadter (autor de um dos meus livros preferidos, o fantástico Göedel, Escher, Bach: An Eternal Golden Braid). Um trecho da carta, assinada por “The Writer” (com aspas).
The manuscript has a reproduction of Escher’s “Drawing Hands” on its cover. Should the text resemble what its cover implies it to be, reading it could be dangerous. Had I sent a copy without comments, it might have caused harm.
E ainda nem abri o livro pra ver do que se trata. Na primeira página se lê
This letter was received recently from an anonymous sender. Could this be the first and last post-post-modern work ?
Greetings from R
Na contra-capa, tem uma outra carta, endereçada a uma editora de Nova Iorque chamada “Basic Books”, que reproduzo aqui:
Enclosed you will find a Swedish translation of Sir Arthur Conan Doyle’s long lost manuscript, “Being or Nothingness”, commonly referred to as “The Giant Rat of Sumatra”. Unfortunately, the English original vanished shortly after its appearance and we have, as of yet, not managed to retrieve it.
I send the book to you since it is oddly intertwined with Professor Douglas Hofstadter and his book “I am a strange loop” which will soon be released by your Publishing House.
“Being or Nothingness” contains a letter in English, directed to Professor Hofstadter, which might make you curious about the rest of the book. Should that be the case, you will need to have the book translated to English, twenty-one rather short pages.
I realize this is an unusual way of promoting a book project. If you are not interested, just throw the book away, but please send a short email to notify me of your disapproval.
With kind regards, “The Translator”
“Now in English”.
Ao que tudo indica, uma campanha de marketing viral. Mas se for isso mesmo, estou impressionado; uma coisa é mandar spam por email pra deus-e-todo-mundo, a outra é enviar um pacote caro e elaborado, da Suécia pro Brasil.
As outras teorias é que é um presente de alguém que conheço; pensei na Delphine, uma grande amiga francesa que mora em Berlim, ou nas minhas primas que moram na Suíça, mas não tem cara de nenhuma das duas.
O endereço é do escritório da Vetta Labs; provavelmente o endereço veio de lá. Pensei que pudesse ser um brinde do Google, porque esse ano participei como mentor do Google Summer of Code,mas a Leslie Hawthorn disse que só vão começar enviar as camisetas dia 29…
Alguém faz idéia do que é isso ? É claro que estou indo fazer a lição de casa Internet afora, mas gostaria de ouvir teorias…
UPDATE: Acabei de ler o livro. É… completamente incompreensível. Não sei se de propósito ou o autor é esquizofrênico, ou então tem uma mensagem subliminar / vírus neurolingüístico feito o nam-shub de Enki :-). Eu estava com medo de ser uma bobagem mané feito O Segredo, mas é muuuuuito mais non-sense bizarro judaico-cristão-sherlock-holmes-hitchhiker’s-guide-to-the-galaxy que isso.
UPDATE: Alex Sato e Renato Marques sugeriram colocar a página com a palavra recortada em cima de alguma outra do livro, pra ver se o que aparece pelo vão faz sentido. Eu já tinha tentado isso, não percebi nada digno de nota.
A propósito A palavra recortada é nesse trecho, sobre o Hitchhiker’s Guide to the Galaxy (o recorte está marcado com XXX…XX)
UPDATE: Stefan (nos comentários abaixo) explicou como descobrir as palavras faltantes; basta colocar a carta atrás da página (duh!). As palavras, em inglês, são “fé e escolha”.
Pode ser ou tá difícil ? ![]()
Retirado do https://www.sbc.org.br/sbgames/ :
O SBGames é o principal evento de pesquisa e desenvolvimento de jogos e entretenimento digital da América Latina. Promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e apoiado pela ABRAGAMES, o evento reúne estudantes, professores, artistas, designers, empreendedores de diversas universidades, centros de pesquisa e da indústria de jogos.
Em 2008, o evento será realizado em Belo Horizonte, de 10 a 12 de Novembro no campus da PUC - Coração Eucarístico, sob a co-organização da PUC Minas e UFMG.
Shameless plug: vejam as outras empresinhas pequenas que patrocinam o evento, ao lado da Vetta Labs, da qual sou sócio:
Forró, sanfona, Youtube e Google Maps
“Respeita Januário” é um grande clássico da música nordestina. É gostosa, divertida, contagiante - Gonzagão fazendo o que sabia de melhor - e desde criança, sempre que encontro um ultracrepidário, eu não resisto e respondo: “Luí, respeita Januário!”:
Aqui dá pra ouvir com o Dominguinhos e Lenine:
Já nesse vídeo, bem mais longo, o Gonzagão conta a história toda: de como ele fugiu de casa, virou artista, e quando voltou, pronto pra contar vantagem das suas proezas com a sanfona, aprendeu a ser mais humilde:
Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito
Foram logo me dizendo:
“De Itaboca à Rancharia, de Salgueiro à Bodocó, Januário é omaior!”
E foi aí que me falou mei’ zangado o véi Jacó:
“Luí” respeita Januário
“Luí” respeita Januário
“Luí”, tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
E com ele ninguém vai, “Luí”
Respeita os oito baixo do teu pai!
Respeita os oito baixo do teu pai!
Duas coisas me deixavam encucado quando era moleque e ouvia essa música na roça: a primeira é o que são “os oito baixo do teu pai“, que foi fácil de descobrir: é uma sanfona que, ao invés dos 120 botões (baixos) da sanfona moderna, só tem oito, e justamente por isso é muitíssimo mais difícil de tocar bem, e hoje em dia é raríssima:
A outra coisa que me deixava com a pulga atrás da orelha era saber afinal de contas qual era o lugar em que Januário era o melhor músico. Eu perguntei pros outros, procurei em atlas, e até conseguia achar Rancharia (em São Paulo) e Salgueiro (em Pernambuco), mas não fazia muito sentido. As minhas primeiras consultas ao Google Maps, há alguns anos, foram - pasmem - Itaboca, Rancharia, Salgueiro, Bodocó. E continuava sem encontrar onde eram os domínios do Januário.
A resposta eu acabei de descobrir, hoje!
Suspeitei (nem sei bem porquê) que talvez nomes estivessem errados na letra da música. E, de fato, não é Itaboca, é Tabocas. E existe um outro município de Rancharia, muito menor que a cidade em São Paulo, em Pernambuco… Com um pouco de paciência, acabei descobrindo o que chamei de “o polígono de Januário”:
1. Tire uma foto de você agora!
2. Não mude de roupa, ou arrume seu cabelo… só tire a foto.
3. Publique sua foto sem edição nenhuma.
4. Publique estas instruções com a sua foto.
(vi no blog do Og Maciel)
Escrevi um artigo para o Tecnologia Inteligente sobre software livre e preparação de carros:
http://blog.vettalabs.com/2008/09/19/software-livre-no-seu-carro-veneno-open-source/
Kudos pro Marcelo Garcia, que deu dicas, revisou e forneceu fotografias do sistema dele.
O Juliano Coelho comentou nas listas sobre criar hardware adicional para o Atari 2600, para aumentar sua capacidade. Por incrível que pareça, é algo sério e factível - vejam, por exemplo, a espetacular expansão desenvolvida no Brasil pelo Ricardo Oazem que transforma um MSX comum, um computador de 8 bits criado em 1983, em uma máquina com gráficos e som tão bons ou melhores que o Super NES (um console 16-bit de 1990).
No caso do Atari 2600 tem uma coisa relativamente fácil de fazer que aumentaria MUITO o poder do console: colocar mais RAM. O 2600 tem 128 BYTES de RAM (sim, bytes, não KBytes - não cabe um ícone do Windows na RAM do 2600). É pouquíssimo.
Um pouquinho a mais daria uma diferença danada - como se pode notar nos jogos baseados no Starpath Supercharger, um acessório (da época) que permitia jogos de Atari 2600 em RAM, a partir de um gravador de fitas K-7. No Brasil uma versão parecida chegou a ser comercializada, mas era usada simplesmente para piratear cartuchos comuns; já o Starpath Supercharger ganhou jogos exclusivos que tiravam proveito da RAM adicional, como essa sensacional versão de Frogger:
De qualquer forma desenvolver hardware novo pro 2600 não faz sentido se não for rolar software novo. Acredite, há gente produzindo jogos novos e inéditos (vendidos em cartuchos de edição limitada) para o Atari 2600 até hoje. Um exemplo espetacular, feito no Brasil pelo Sergio Curti, é uma versão do clássico da Konami Knightmare, para o Atari:
A pegadinha é que o Knightmare não foi feito à moda antiga, em assembly (dando uma de jóquei de canhão de CRT, como era de praxe), mas com o BATARI, uma variante de BASIC desenvolvida recentemente que deixa a coisa toda ordens de magnitude mais fácil (mas é muitíssimo menos flexível que asm puro).
Sempre tem um chato que ou ri (”Que gráficos horríveis! Quem quer Atari e MSX se tem Xbox 360 e PS3 ?”) ou não vê graça (”Porque não investir o tempo em algo mais útil ?”). A minha resposta é que se faz isso por prazer, tesão, diversão, porque é possível.
Assim como a arte, o propósito do hobby é a atividade em si, o caminho, não o destino, o produto final. Comercialmente, aliás, nenhum desses projetos é viável (ao contrário, quase todos os autores que produzem cartuchos reais, com caixa e manual, levam prejuízo). E então eu pergunto: e faz diferença ?
Kudos pros caras! ![]()