Archive for the ‘Games’ Category

Emulador de Dreamcast full speed, com som

Saturday, January 5th, 2008

Uêba.

Como se não bastasse poder jogar ficar feliz emulando um Playstation 2, Nintendo DS e Sega Saturn, resolvi testar o nullDC, o novo emulador de Dreamcast. Coisa fina: 60 frames por segundo, com som (meio tosco ainda, entretanto), gráficos perfeitos.

Já que testei o emulador de Saturn com Radiant Silvergun e o de Playstation 2 com Gradius V, é natural testar o de Dreamcast com o magnífico Ikaruga (os screenshots não são meus, mas aqui está a mesma coisa):

Ikaruga emulado no nullDC

Também testei outras coisas, como Rival Schools. Cheguei a abrir o impagável Typing of the Dead, mas o plugin ainda não emula o teclado de Dreamcast! :-)

Drives comuns de PC não lêem GD-ROM (a mídia original do Dreamcast), logo o emulador não funciona com eles, só com imagens ou CD-ROM self-boot gravado. Para rodar no Windows Vista é preciso executar o emulador como administrador (como no pcsx2, de Playstation 2 - por causa da forma como se acessa a RAM do computador).

A BIOS do Dreamcast, junto com o emulador, você encontra aqui: NullDCBios.zip

Outro screenshot para vocês perceberem o poder do negócio:

Soul Calibur emulado pelo nullDC

Para os testes eu usei um Core 2 Duo E4300 1.8 GHz com 2 GB de RAM e GeForce 8600 GT 256 MB DDR3.

Emulador de Nintendo DS full speed, com som

Friday, December 28th, 2007

Empolgado com a emulação de PS2 (joguei Gradius V por uma hora hoje, no PC), resolvi experimentar a emulação de Nintendo DS.

Recentemente o No$GBA passou a emular o DS, inclusive o subsistema 3D (usando OpenGL ou por software). A versão mais recente, 2.6, custa US$ 2.50.

Rodei aqui, full speed (60 fps sem frameskip), com som, sem problema algum, o Contra 4 e o Castlevania: Dawn of Sorrow. Ambos são 2D. As duas telas funcionam, e a stylus também (emulada com o mouse). Pro Contra 4 eu precisei mudar o tipo do save game (para EEPROM).

Pra testar a emulação do hardware 3D, rodei o Mario Kart DS. Rodou tranqüilo também, apesar dos gráficos serem vagabundos feito os de Nintendo 64. O som ficou um pouquinho chiado.

Infelizmente, o The Legend of Zelda: The Phantom Hourglass ainda fica meio porco. Funciona, mas com graphic glitches (dá pra ver as arestas dos polígonos) e com uma framerate baixa demais às vezes.

De qualquer forma, é esperar um pouco, parece ser uma questão de meses termos DS emulado certinho. E não é só o NO$GBA que anda bem, parece que os outros (como o iDeaS) tão correndo atrás também.

Emulador de Playstation 2 perfeito, full speed, com som

Friday, December 28th, 2007

Olha só, demorou mas parece que a emulação decente de Playstation 2 está finalmente chegando.
Acabei de rodar o último PCSX2 aqui, o 0.9.4. Usei o plugin GSDX 0.1.0, que usa aceleração 3D (DirectX 9 ou 10). O disco é uma imagem MDS/MDF (Alcohol 120%) montada com o Daemon Tools (também testei com um disco original de PS2, funcionou).

Habilitei todas os truques sujos do emulador - ele usa SSE2 e emulação multi-thread. Meu computador é um Core 2 Duo E4300 1.8 GHz, com 2 GB de RAM DDR-2 533, GeForce 8600 GT com 256 MB DDR3.

Está rodando o Gradius V de PS2 aqui, com som e imagem perfeitos, a 107% da velocidade (às vezes cai um pouco, com a tela cheia). Totalmente jogável!

Tem uma compatibility list aqui:
http://www.pcsx2.net/compat.php

Call of Duty 4: Modern Warfare

Friday, December 28th, 2007

Terminei durante o fim-de-semana o Call of Duty 4… CARALHO. Eu não sou fã de First-Person Shooter. Não jogo Halo nem passei pela fase Counter Strike. Desprezo jogos multiplayer-only. Com um history mode bom o suficiente eu até supero meu asco e jogo, feliz da vida, como fiz, por exemplo, com Half-Life 2 (ou mesmo Doom 3) - mas o roteiro fraco é o que me faz não curtir Halo, por exemplo.

Não é de se estranhar, então, que eu tenha adorado Peter Jackson’s King Kong, e que eu goste muito da série Call of Duty. A narrativa do jogo é tão boa que em pouco tempo você *conhece* os personagens do seu pelotão. Você se preocupa com eles, se diverte quando fazem algo inusitado. E a trama que se desenrola ao longo de cada episódio é tão boa quanto a de qualquer filme de guerra, e em alguns casos, melhor. Eu achava que parte da culpa era a ambientação na Segunda Guerra mundial; o sujeito tem que ser bem incompetente para não conseguir fazer uma história dramática. E a suspensão de descrença é perfeita - especialmente depois que você assiste aos extras do DVD, com velhinhos veteranos contando histórias ainda mais fantásticas do as do jogo.

Isso me deixava com medo: o CoD 4 é “Modern Warfare”, o primeiro jogo da série contemporâneo. Você joga com os British commandos da S.A.S. (Special Air Service) ou com os U.S. Marine Corps, contra ultranacionalistas da ex-União Soviética e fundamentalistas religiosos islâmicos - inimigos tão bons quanto os nazistas da WWII. Os cenários são, principalmente, a Rússia e Bagdá (com uma fase sniper maravilhosa em Chernobyl, em 1985), mas o prólogo acontece num navio cargueiro durante uma tempestade (e o final da fase é algo que mostra a que o jogo veio, nos primeiros dez minutos).
O Lazzeri me avisou que no meio do jogo havia a cena mais impressionante que ele já tinha visto num videogame. Eu fui sabendo que viria algo GRANDE, e ainda assim arrepiei os cabelos da nuca. É dramático e chocante, e visualmente é fantástico. Falo mais no próximo parágrafo, mas contém spoilers, por isso está com letras brancas (selecione o texto para ler):

A fase se chama “Shock and Awe” - é o final da operação americana em Bagdá. Depois um combate frenético, seu pelotão está indo embora de helicóptero, quando o helicóptero de suporte (um Cobra) é abatido por um RPG. A piloto sobrevive, e você desce para buscá-la, e só têm dois minutos pra isso. Com ela nos ombros e tiros de AK-47 passando a centímetros da cabeça, você chega no helicóptero, que decola enquanto você ouve notícias sobre uma possível ameaça nuclear. Você respira aliviado depois do stress do resgate, e olha no horizonte o caos instaurado na cidade. E então vem o Shock and Awe: uma explosão nuclear. Enquanto o cogumelo sobe, a onda de choque destrói tudo no caminho, inclusive o seu helicóptero, que cai.

A cutscene fala do ataque nuclear, perpetrado num gesto suicida pelo líder separatista encurralado no palácio. Na tela, corre uma lista com centenas de nomes soldados mortos. No meio delas, você vê o nome do seu personagem. Alguns segundos depois, uma janela se abre e diz que você sobreviveu! A nova fase começa dentro dos destroços do helicóptero. Sua visão está turva com fuligem e sangue. Você consegue se arrastar para fora do helicóptero, lentamente. Caído no chão do lado de fora, torvelinhos de fumaça e poeira rodopiam na sua frente, enquanto você vê ao longe prédios incendiados ruírem com o próprio peso. Tudo é vermelho e amarelo, parecendo um pôr-do-sol em Marte (ou no Inferno). Você cambaleia por mais alguns metros, vendo a destruição, e por um momento pensa “putz, como é que vou sair daqui ?”. Com mais dois passo você cai morto no chão, e as informações por satélite incluem mais um Killed In Action na lista.
Tem um vídeo aqui, mas na resolução do YouTube não tem tanta graça: http://www.youtube.com/watch?v=r2S3N0uSSho (cuidado, SPOILERS)

E isso é a metade do jogo! Eu fiquei completamente embasbacado - e tão obcecado que terminei o jogo pouco depois. Um tour de force - havia muito tempo que não me sentia assim durante um jogo (ou filme, ou livro, ou algo que o valha).

Silent Hill: 0rigins

Friday, December 28th, 2007

Capa de Terminei agorinha “Silent Hill: 0rigins” para o PSP. É o primeiro jogo da série que levo a sério (só tinha passado os olhos nos outros, no PS2). O 0rigins é uma prequel, que se passa sete anos antes do primeiro Silent Hill para PS1.

Adorei o jogo. Visualmente é excelente, e a história é bem costuradinha (e stand-alone, não é necessário ter jogado os outros da série). O jogo é feito para ser jogado com headphones, no escuro (diz isso na abertura) e concordo totalmente com a sugestão, a ambientação é perturbadora e dá alguns bons sustos.

Minha referência obrigatória à suspensão de descrença medíocre vai para o fato de que o inventário do jogador é infinito - eu terminei com dezenas de objetos pesados (que podem ser arremessados como arma) tais como TVs portáteis, máquinas de escrever, tacos de sinuca, garrafões de vidro, além de diversas armas (como marretas, cutelos e um AK-47) dentro do bolso. :-)

Uma coisa bacana é que o jogo é muito bem balanceado, não se corre o risco de ter que restaurar save games antigos por falta de life ou munição (o que me dá nos nervos nos Resident Evil, por exemplo). Os puzzles são bons, e as boss battles são muito fáceis (passei de quase todos de primeira).