Archive for the ‘Hardware’ Category

Não existe notebook de marca

Thursday, December 15th, 2011

“Marca” de notebook é ilusão. Relevantes só existem três fabricantes (Original Equipment Manufacturer, OEM) de notebooks no mundo, todos na China. Seu notebook “de marca” da Acer, Compaq, Toshiba, Apple, Dell ou Sony foi feito pela Quanta, Compal ou Wistron (marcas de que você nunca ouviu falar) na mesma linha de montagem e pelos mesmos funcionários que produzem os Positivo, CCE e Xing-Ling baratinhos.

Existem linhas de produtos mais caros e mais baratos, mas o controle de qualidade é basicamente o mesmo. A única coisa que muda é a boa-vontade do revendedor final (que cola o adesivo com a marca dele no notebook chineca para satisfazer os compradores “exigentes”) em trocar quando dá defeito, porque problema TODOS dão (como qualquer sistema complexo dá, leia “Normal Accidents”, do Charles Perrow, para entender por quê).

Veja nesse link a diferença entre a taxa projetada de defeito em 3 anos dos notebooks baratos (20.6%) e dos caros (18.1%): não dá 15% a mais de confiabilidade. Então não me parece fazer muito sentido pagar o dobro ou mais por um notebook de marca achando “que dá menos efeito”, uma diferença pequena assim só faz sentido para uma empresa que vai comprar um monte de computadores, pro usuário final, que só compra um, é irrelevante (a Lei dos Grandes Números não se aplica).

Pagar a mais por um bom suporte (como o da Dell) até faz sentido para algumas pessoas, mas eu prefiro comprar um notebook barato mas muito mais poderoso a comprar um fraco de marca só porque *teoricamente* a assistência técnica é melhor (mesmo porque marca não garante assistência técnica decente). Um CCE i7 com 8GB de RAM custa R$ 1500, enquanto um Vaio i3 com 2GB custa R$1900, e são exatamente da mesma linha, só muda o nome, se puser um adesivo em cima da marca ninguém diferencia um do outro (eu fiz esse teste na loja).

Comprar um notebook caro por causa de uma característica específica (hardware de vídeo ou “ser Apple”) eu entendo. Comprar um caro só por medo do barato “dar defeito”, é bobagem.

Um Cientista Explica o Microsoft Kinect, Parte II

Tuesday, November 2nd, 2010

Depois que publiquei o primeiro artigo explicando o funcionamento do Kinect foi avisado pelo Alex Kipman que eu tinha cometido um engano grave, a respeito da tecnologia usada. Escrevi um novo artigo explicando a confusão toda… Leiam no Tecnologia Inteligente:

http://blog.vettalabs.com/2010/11/02/um-cientista-explica-o-microsoft-kinect-parte-ii/

Xbox 360: a causa real dos problemas de 3RL

Wednesday, May 13th, 2009

Comprei minha primeira Xbox nos Estados Unidos, no início de 2006. Na época era quase impossível encontrar uma, e quando aparecia era com ágio. Dei uma sorte incrível quando saí pra almoçar com o pessoal da Northrop-Grumman e encontrei uma numa lojinha EB Games.

No dia em que cheguei ao Brasil eu vendi o console (não queria vender, mas um amigo ofereceu o dobro do que eu tinha pagado). Depois de alguns meses esse console parou de funcionar completamente, dando o famoso 3RL (three red lights, “três luzes vermelhas”). Ao longo do ano vários amigos compraram Xbox 360 também. Todos esses consoles comprados em 2006 pararam de funcionar.

De lá pra cá muito se falou sobre as causas do problema, apareceram inúmeras tentativas de eliminá-lo, a Microsoft aumentou o período de garantia para minimizar o impacto gravíssimo de um defeito tão comum, e vários modelos diferentes de Xbox 360 foram lançados no mercado. Mas só há algumas semanas alguém conseguiu me explicar (e o que é mais difícil, me convencer) porque os erros aconteciam, e o que foi / pode ser feito para evitá-los.

Quem deu essa explicação isso foi o Marco Lazzeri, médico, colecionador de videogames antigos, e um grande amigo. Gostamos tanto do artigo que pedi a ele para publicar aqui no blog, tenho certeza de que vai ser bem útil pra muita gente…

Então vamos lá:

Demorei pra responder porque eu precisava de tempo de escrever uma resposta longa e completa. Sorry. E lembre-se que quase 100% disto que eu falo é especulação, mas educated guess, porque a MS não libera muita informação e é tudo baseado em experiências e explorações de hardware hackers. OK?

Vou ter de discorrer um pouco, tenha paciência, OK? :-D

Pra gente começar a conversar, abre a foto da placa do 360 numa outra janela:
Olhe a foto da placa. Você vai ver dois chipões grandões. O da direita é a CPU. O da esquerda, a GPU. Aproveite e já olhe 4 pequenos “chipes” embaixo (2) e à esquerda (2) da GPU. Estes são os chips de memória.

Vamos começar a história. Os dois chips maiores foram lançados com 90 nm e dissipavam muito calor. A MS conseguiu fazer uma dissipação extremamente eficiente da CPU (ela simplesmente *NÃO* dá problema pra ninguém, nunca, ponto), mas fez um design extremamente porco para a dissipação da GPU: ela precisava colocar o drive do videogame em algum lugar, então colocou em cima da GPU. Então a GPU só tem espaço pra um dissipador largão e rasinho de alumínio, com o drive em cima. Então gera-se uma quantidade absurda de calor em uma fonte (GPU) e bem grande em outra (drive), que fica ali, paradão. :-)

Todos os eletrônicos modernos usam as chamadas BGAs (Ball Grid Arrays). Antigamente os chips tinham pinos, você enfiava em buraquinhos nas placas, e depois pingava uma gota de solda em cada um. Com a BGA ao invés de pinos enfiados em buracos como os chips de antigamente o chip é conectado usando pequenas esferas (bolinhas) de solda que já vêm prontas da fábrica de chips - daí o nome “Ball Grid Array”. Você encosta o chip na placa e esquenta o conjunto, as bolas amolecem e fazem o contato na placa.

O que comenta-se é que estava tudo muito bom bom, tudo muito bem bem, até que a regulamentação ambiental da Europa mudou e proibiu-se a solda com chumbo. Então precisaram trocar todas conexões das BGAs (Ball Grid Array) da placa, faltando meses pra produção em escala. Tudo pronto, tudo preparado. Parar a produção custaria milhões de dólares e um redesenho de tudo do zero, o que tiraria o ano de vantagem da MS sobre a Sony. A MS teoricamente fez testes que mostraram que a troca da solda não traria problemas, e deu sinal verde pra produção. Quem não gosta da MS diz que na verdade os testes foram porcos e por isto tanto problema. Quem REALMENTE não gosta da MS diz que os testes mostraram problemas que foram ignorados. :-D

As primeiras peças a sofrer foram as memórias. Você viu 4 chips na foto, agora imagina 4 chips embaixo da placa, exatamente aonde estão estes aí. Os primeiros Xbox que deram erro, deram erro 0102 e 0110, que é mais comumente ligado às memórias. O pessoal postulou que as memórias aqueciam demais, a solda quebrava com o peso dos chips e passava a haver mau-contato. Um brasileiro notou isto e lançou o “mod da borracha”, uma das primeiras técnicas a ressuscitar 3RL (e que ressuscitou o meu 1o 360 por uns bons meses): Pedaços de borracha colocados entre o chassi e as memórias EMPURRAVAM elas pra cima e faziam o problema sumir. Curiosamente, foi a primeira frente de ataque da MS, a primeira modificação pra tentar melhorar o problema: Eles passaram a colocar peças parecidas com as borrachas fazendo exatamente a mesma coisa.

Logo em seguida os problemas com a GPU começaram. Por ter muito BGA ela resistiu um pouco mais, mas logo as falhas começaram a aparecer e a epidemia de 3RL veio com tudo. Foi o “grande pânico”. :-) E foi quando a MS lançou o dissipador novo, que tinha um valor psicológico grande, mas prático quase inexistente.

A MS se assustou com o índice absurdo de problemas e disse que lançaria uma revisão da placa, com chips de 65 nm. Demorou, gastou grana, MUITO 360 morreu e veio a revisão… Que trocava apenas a CPU pra 65 nm e mantinha a GPU com 90 nm. WHAT?

Esta é a placa que eu tenho hoje. Se voc6e colocar a mão na ventoinha, vai reparar que a ventoinha que dissipa a CPU fica MORNA, e a da GPU fica QUENTE. Melhorou-se um pouco ao reduzir a temperatura do case, claro, mas o problema básico continuava lá. E a CPU, que nunca dava problema, ficou mais fria. E a GPU, o epicentro da merda, continuava fritando.

A MS fez ainda uma jogada interessante, que foi permitir a instalação de jogos no HDD. É uma vantagem do 360 sobre o PS3, tem um fator psicológico interessantíssimo e ainda ajuda a resolver o problema do aquecimento - embora a GPU continue um forno, o drive parou de ajudar a aquecer o conjunto. ;-)

Somando tudo, reduziu-se um pouco a produção de calor dentro do forninho, mas a dissipação continuava ruim. O calor continua se acumulando perto da GPU e do drive. Só que a GPU agora tem um heatpipe que tira o calor dela e transfere pra perto da CPU, o que ajuda a manter o bicho vivo. É por isto que existe menos 3rl hoje.

Tá, mas e daí? E o erro E74? A teoria da conspiração fala que é apenas a nova apresentação da 3RL, que a MS mudou o modo de mostrar o erro por um fator psicológico. Mas não, não é verdade - o erro E74 está relacionado à falha do scaler, o ANA / HANA.

Adivinha aonde está o HANA? Se você olhar a placa de novo, é aquele chip maior, “em cima” da GPU, no caminho de todo o ar quente do sistema. :-)

Então o que houve, somando tudo? As memórias ficaram protegidas, a GPU ficou mais protegida. Quem é o próximo a se fuder com o calor? O scaler. Se vc conhece a placa e conhece as tentativas da MS de resolver o problema, fica meio óbvio.

E porque diabos eu estou falando isto tudo? Pra chegar no mais recente modelo de Xbox 360, codenome Jasper, com sua GPU de 65 nm. Ele gera menos calor, o que reduz a temperatura dentro do case. A dissipação melhorou. O ar fervente que passava por cima do scaler deixou de ser fervente. A temperatura do sistema TODA caiu mais. O sistema ficou mais seguro. POR ENQUANTO, os erros desapareceram. Claro, em condições normais de uso - se você colocar um Jasper num tapete alto, ou dentro de um móvel fechado, ele pode queimar. Como um PS3 queimaria se você fechasse as entradas de ar dele.

É por isto que eu aposto alto que os problemas são, finalmente, coisa do passado. Mas é difícil dar um voto de confiança, pq os caras, em todas as vezes que tiveram a chance, atacaram o problema errado pra jogar pra torcida. Gritavam “o problema acabou!”, sem atacar a causa do problema, só um dos sintomas. Então resolviam o problema das memórias pra transferir pra GPU, resolviam o da GPU pra jogar pro scaler, SEMPRE sem atacar o que causava tudo - a temperatura absurda da GPU que derretia as soldas porcaria que estavam dentro do forninho.

Apesar de não poder pedir pra vc acreditar em mim, e eu estar dando apenas a minha opinião, eu, de novo, acredito que os problemas finalmente acabaram.

É isto. Fim. Chega. Brigado pela leitura. :-)

Software livre no seu carro: “Veneno” open source

Friday, September 19th, 2008

Escrevi um artigo para o Tecnologia Inteligente sobre software livre e preparação de carros:

http://blog.vettalabs.com/2008/09/19/software-livre-no-seu-carro-veneno-open-source/

Kudos pro Marcelo Garcia, que deu dicas, revisou e forneceu fotografias do sistema dele.

Desisti do Ubuntu no EEE PC

Saturday, September 6th, 2008

No EEE PC do meu irmão André eu instalei o Windows XP. No da minha mãe, deixei o Xandros mesmo (ela já usava Puppy Linux no desktop em casa, e não faz questão nenhuma de Windows), depois de acertar umas coisas (colocar o Firefox 3, por exemplo).

No meu, claro, coloquei o Ubuntu. Especificamente, o Ubuntu EEE 8.04 - eu só uso Linux em casa e no trabalho, há anos, e nem me passou pela cabeça usar XP. Depois de dois meses, entretanto, meu nível de frustração chegou ao limite.

Eu instalei custom kernels, experimentei cada dirty little trick que encontrei, e mesmo assim não consegui deixar o Ubuntu com compatibilidade e velocidade aceitáveis no Linux. O subsistema de áudio funcionava só quando queria, os codecs não otimizados colocavam a CPU de joelhos para tocar WMVs, suspend e hibernate derrubavam a rede wireless, e no fim das contas eu passava mais raiva do que curtia o subnotebook.

Instalei o XP, fazendo a lição de casa: cortei fora a gordura com o XPLite, instalei Cygwin e Firefox 3, os drivers mais recentes para o vídeo Intel 945, um pacotão de codecs de vídeo com o Media Player Classic… Aquilo tudo que imagino usuários de Windows com alguma noção faz pra deixar o OS razoável.

E fiquei impressionado com os resultados! O XP roda extremamente bem no EEE, bem melhor do que eu esperava, e com toda a compatibilidade de hardware de que eu preciso. E pra completar ainda existem muitos hacks específicos pro EEE que são divertidíssimos.

O meu preferido é o AsTrayPlus, que permite que você coloque resoluções bem maiores que a 800×480 nativa do EEE. Ele usa o hardware de vídeo pra fazer downscaling para 800×480. Não fica perfeito, óbvio (os artefatos, mais visíveis nas fontes, parecem anti-alias exagerado, mas na verdade é o contrário, já que estamos reduzindo a resolução), mas já ajuda horrores na hora de rodar programas que exigem uma resolução maiorzinha.

E já que estou no XP, acho que o jeito vai ser colocar uns joguinhos também… Tentei o Bionic Commando Rearmed, mas não funcionou. :-( O Aces of the Galaxy até vai, mas lento demais para ser jogável.

Mega Drive roda jogos de celular ?

Wednesday, August 27th, 2008

A Tectoy anunciou recentemente um novo modelo do Mega Drive, o videogame de 16-bits da SEGA que fez sucesso nos anos 1990. Não quero entrar na discussão de se vale a pena ou não produzir um videogame com tecnologia obsoleta por preços não competitivos com as opções chinesas de baixíssima qualidade (que incluem até um portátil que roda jogos de Mega Drive, NES e Gameboy Color); o que me chamou a atenção foi outra coisa.

Primeiro modelo do Mega Drive

Como já é de praxe nos modelos da Tectoy, ao invés de usar cartuchos o Mega Drive 3 vem com vários jogos gravados na memória interna, incluindo os clássicos como Sonic, o maior sucesso da SEGA. O novo modelo, entretanto, tem uma novidade: jogos NOVOS, desenvolvidos pela Electronic Arts, de franquias famosas (e inéditas no Mega Drive original) como Fifa 2008™, Need for Speed Pro Street™, The Sims 2™ e Sim City™.

Novo Mega Drive 3 com 86 jogos

O interessante é que na verdade esses jogos são adaptações de jogos para celulares, cujas restrições de tamanho de tela e poder de processamento os aproximam de videogames da década passada. A maioria desses jogos é desenvolvida em uma versão reduzida da plataforma Java, a Java ME (Mobile Edition).

Resta, então a pergunta: como é que estão rodando jogos em Java num Mega Drive ? Discutindo com o José Agripino levantamos duas hipóteses:

  1. A EA reaproveitou os gráficos e a mecânica simplificada dos jogos de celular e os reimplementou em C / assembly 68K, com código específico pro Mega Drive
  2. A TecToy implementou uma máquina virtual Java (JVM) para o Mega Drive - lembrando que existe JVM para o Palm (cujo processador Motorla 68K é igual ao do MD) e que teoricamente seria possível uma implementação reduzida para o console.

Acabei pedindo a opinião do RicBit, que já inclusive desenvolveu jogos comerciais de Mega Drive para a própria TecToy (”Miniaturas Velozes”, incluído em modelos anteriores). Ele deu uma outra sugestão, que parece bem mais factível (e menos trabalhosa):

O novo Mega Drive não é implementado com circuitos integrados discretos (chips individuais), como os primeiros modelos. Ao invés disso, é usada uma arquitetura reconfigurável: um único chip enorme que pode ser programado para se comportar como qualquer circuito eletrônico (de tamanho / complexidade razoáveis). Isso é o que chamamos de FPGA (Field-Programmable Gate Array), e há hobbyistas mundo afora usando kits baseados nessas arquiteturas para reconstruir - integralmente - videogames, computadores e fliperamas clássicos.

Apple II implementado em FPGA

O RicBit comentou que a FPGA usada na implementação do Mega Drive (note que não é uma emulação no sentido tradicional da palavra uma vez que o comportamento lógico dos circuitos de hardware são reproduzidos) tem espaço vazio. A teoria dele é que usaram esse espaço vazio na FPGA para implementar parcialmente um celular - especificamente, a parte que suporta Java.

Seria simplesmente uma questão de comprar o design e colocá-lo na FPGA; possivelmente há pouca ou nenhuma comunicação entre a implementação do Mega Drive e do “celular”, só o necessário para carregar o jogo escolhido e iniciar um dos dois módulos.

Para ter certeza, só comprando um Mega Drive novo e metendo a mão na massa! :-) Alguém se habilita ? :-)

Produto perfeito para limpar LCD

Thursday, July 31st, 2008

Eu já procurei feito doido um produto decente para limpar e desengordurar telas de LCD (monitores e notebooks), o PSP e celulares, e nunca tinha encontrado algo que funcionasse direito.

Hoje eu experimentei algo que encontrei na Drogaria Araújo (de Belo Horizonte), e que deu resultados excelentes. Chama-se GH Limpa Óculos, e custa cerca de R$ 8 (spray com 25 ml). Eu acho que é feito aqui em Minas Gerais, porque o telefone do SAC deles é (31) 3463-2067.

Como o nome indica, é um produto para limpar óculos, mas eu apliquei no meu monitor, na tela do EEE PC, do PSP, do celular (e, por incrível que pareça, nos meus óculos de sol!), e funcionou perfeitamente em todos os casos.

Eu fiquei com medo de manchar ou descorar alguma coisa, mas depos que li o rótulo fui com fé:

Borrife o produto nas lentes (frente e verso) e toda a armação. Friccione com os próprios dedos. Enxugue com papel ou pano macio, seco e limpo. Pode ser aplicado em lentes de cristal, resina, policarbonato, com tratamento anti-reflexo, anti-risco, fotocromáticas e fotossensíveis.

Se alguém não encontrar por perto, procure um produto com composição parecida:

Protóxido de Hidrogênio, Tensoativo Aniônico à base de Hidrocarbono Polietileno, Solvex-10, Protetor 203, Isopropanol, Antieletrostático-5050, Diostinlobifenilo, Pigmento e Perfume.

O que eu curti: desengordura MUITO (por causa do tensoativo aniônico), o antieletrostático reduz o acúmulo de poeira e fiapos, e é muito volátil, ou seja, seca rápido sem deixar resíduo visível nenhum.

Aprovadíssimo! :-D

Novo iPhone 2.1 tem tecnologia revolucionária

Friday, July 25th, 2008

Há rumores não confirmados de que o novo iPhone versão 2.1 virá com uma nova tecnologia revolucionária, que permite o usuário transportar texto e outros formatos entre diferentes aplicações rodando no mesmo telefone!

Insiders na Apple já estão chamando o método pelo singelo apelido de “Copy and Paste”, numa analogia à operação feita com xerox, tesoura e cola, demonstrando uma vez mais a engenhosidade da Apple, que sempre traz tarefas do dia a dia para seus produtos de forma intuitiva e fácil de usar.

Em comentário não-oficial, Steve Jobs diz que ainda está na dúvida se o iPhone terá também a opção “Cut and Paste”, pois a considera desnecessariamente complicada, podendo levar o usuário típico de produtos Apple à perda de dados ao cortar um trecho de texto e se esquecer de colar em outro lugar.

Especula-se que a Apple já patenteou a tecnologia revolucionária. Fãs da empresa de Cupertino, Califórnia já estão vendendo a preço de banana seus antigos iPhones e formando longas filas nas lojas da Apple para a compra da nova versão.

Another bit which may or may not make it into 2.1 is copy/paste. We’re still both hopeful and skeptical, but supposedly in the new version of the WebKit framework exists commands for “plugins,” “copy,” “paste,” “cut,” and some others. We can’t confirm if these really exist (and if they do, we don’t know how they’ve actually been there, or if they’re simply holdovers from the desktop WebKit frameworks), so don’t hold your breath.

http://www.engadget.com/2008/07/25/iphone-roundup-apple-seeds-2-1-with-new-gps-features-possible/

Tim Web Banda Larga muito lento: GPRS x UMTS

Friday, July 18th, 2008

Algumas pessoas me pediram mais detalhes sobre porque a conexão com o Tim Web Banda Larga às vezes fica tremendamente lento. Expliquemos, então:

O meu modem é um Huawei E226, branco. O led dele é bicolor, ou seja, pode acender verde ou azul. Quando você tem sinal mas não está conectado o led fica piscando (cerca de uma vez por segundo). Quando você conecta ao serviço o led permanece aceso. Quano o modem está desligado não dá nem pra perceber que o led pode acender com duas cores diferentes.

O led verde indica que você está conectado à rede GPRS (que qualquer celular acessa). Ela é bem lenta; a velocidade varia de 56 a 114 Kb/s (pouco melhor que linha discada comum).

O led azul indica sinal de rede UMTS (também chamada “3G”, ou HSDPA, que é o nome do protocolo usado). A velocidade máxima nesse caso (se a operadora não limita) é 14 Mb/s (esse modem dá até 7.2 Mb/s).

Se você não conecta na rede 3G/UMTS/HDSPA você não vai conseguir os 1Mb/s contratados de jeito nenhum, pode desistir. O problema é que a área de cobertura 3G da Tim é bem limitada; sei que no interior de MG não tem (amigos testaram em Divinópolis e Poços de Caldas). Aqui em Belo Horizonte é bem comum.

Uma dica importante: a rede 3G exige mais corrente elétrica, então sempre use o cabo USB duplo (ele tem dois conectores USB que você liga ao mesmo tempo). Isso permite que o modem receba mais energia e às vezes ajuda a se conectar na rede 3G, se ela existe na sua área de cobertura.

Tim Web Banda Larga num EEE PC

Wednesday, July 9th, 2008

Perguntaram-me o que achei do serviço Tim Web Banda Larga, especialmente quando usado com o EEE PC:

Minha mãe me emprestou o Tim Web Banda Larga para usar enquanto estou com o Max no hospital. Ela ganhou o modem Huawei E220 na compra do EEE (na Info2 do BH Shopping - o PC701 lá está R$ 1099 em 10x, mas eu comprei lá semana passada por R$ 990 em 3x). Ele custa R$ 189 avulso, e pode ser substituído por um celular high-end (que suporte 3G). Ela está com um plano de 1 Mb/s, que sai por R$ 99 / mês; há planos de até 7.4 MB/s, por cento-e-tantos.

Eu tive dificuldade para instalar no EEE, porque ele não pegava DNS via DHCP. Configurei na unha editando o script (porque editar na GUI não adiantava!) e passou a funcionar 100%.

O sinal de celular no Biocor é horrível (mal dá pra falar às vezes). Quando eu ligo o modem com um conector USB só ele só consegue se conectar à rede GPRS (que é lenta - uns 50 Kb/s - o led fica verde); quando conecto usando dois USBs (para puxar mais corrente) ele se liga à rede 3G (HSDPA, led azul), então dá full speed. O consumo de bateria, entretanto, é muito alto (EEE PC + TWBL em 3G devem durar 1h).

Apesar do contratado ser 1 Mb/s eu na prática consigo 750 +/- 100 Kb/s de download,  e 200 +/- Kb/s de upload (medidos no http://www.testesuavelocidade.com.br ). Não parece haver traffic shaping (torrents funcionam 100%). O uptime no Biocor é bem alto (às vezes a conexão cai para GPRS, mas reconectando “pega” 3G de novo); depois que resolvi o problema do DNS eu não fiquei hora nenhuma desconectado. Uma curiosidade é que a primeira tentativa de conexão sempre falha, mas basta um retry parar funcionar.

Na prática com o EEE+3G dá pra usar a Internet normalmente; eu fiquei particularmente satisfeito com o desempenho do Youtube, que fica excelente. Também não vi problemas de lag (apesar do ping ser alto, 200-300 ms), e usei o Skype (com o microfone e webcam do EEE) sem dificuldade. Eu instalei (sujando as mãos na linha de comando) o Firefox 3 no EEE, e fica fantástico por causa do novo zoom (no Firefox 3 os atalhos Ctrl+ e Ctrl- escalam as imagens junto com o texto).

No fim das contas, estou muito satisfeito, mas não vou pegar um pra mim; eu passo a maior parte do tempo em casa com o Max, logo para mim um roteador wi-fi já resolve.