Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Não existe notebook de marca

Thursday, December 15th, 2011

“Marca” de notebook é ilusão. Relevantes só existem três fabricantes (Original Equipment Manufacturer, OEM) de notebooks no mundo, todos na China. Seu notebook “de marca” da Acer, Compaq, Toshiba, Apple, Dell ou Sony foi feito pela Quanta, Compal ou Wistron (marcas de que você nunca ouviu falar) na mesma linha de montagem e pelos mesmos funcionários que produzem os Positivo, CCE e Xing-Ling baratinhos.

Existem linhas de produtos mais caros e mais baratos, mas o controle de qualidade é basicamente o mesmo. A única coisa que muda é a boa-vontade do revendedor final (que cola o adesivo com a marca dele no notebook chineca para satisfazer os compradores “exigentes”) em trocar quando dá defeito, porque problema TODOS dão (como qualquer sistema complexo dá, leia “Normal Accidents”, do Charles Perrow, para entender por quê).

Veja nesse link a diferença entre a taxa projetada de defeito em 3 anos dos notebooks baratos (20.6%) e dos caros (18.1%): não dá 15% a mais de confiabilidade. Então não me parece fazer muito sentido pagar o dobro ou mais por um notebook de marca achando “que dá menos efeito”, uma diferença pequena assim só faz sentido para uma empresa que vai comprar um monte de computadores, pro usuário final, que só compra um, é irrelevante (a Lei dos Grandes Números não se aplica).

Pagar a mais por um bom suporte (como o da Dell) até faz sentido para algumas pessoas, mas eu prefiro comprar um notebook barato mas muito mais poderoso a comprar um fraco de marca só porque *teoricamente* a assistência técnica é melhor (mesmo porque marca não garante assistência técnica decente). Um CCE i7 com 8GB de RAM custa R$ 1500, enquanto um Vaio i3 com 2GB custa R$1900, e são exatamente da mesma linha, só muda o nome, se puser um adesivo em cima da marca ninguém diferencia um do outro (eu fiz esse teste na loja).

Comprar um notebook caro por causa de uma característica específica (hardware de vídeo ou “ser Apple”) eu entendo. Comprar um caro só por medo do barato “dar defeito”, é bobagem.

Kinect MAME: Gladiator (Taito, 1986)

Wednesday, January 5th, 2011

Desde a primeira vez em que se falou do Kinect (que na época se chamava “Project Natal”) eu fiquei empolgadíssimo com a possibilidade de ter uma câmera 3D de baixo custo em casa. Quando escrevi o artigo “Um Cientista explica o Kinect” eu não fazia idéia da repercussão que teria, com mais de 20.000 pageviews é de longe o texto mais popular que eu já escrevi (e o que me deixou na maior saia justa, depois que o próprio Alex Kipman, “pai do Kinect”, me apontou um erro grave!)

Nesse Natal tive um presentão: ganhei uma Xbox 360 com Kinect e vários jogos, presentes de um monte de amigos liderados pelo insano Marco Lazzeri que combinaram tudo às escondidas e me fizeram uma surpresa espetacular! :-)

Fiquei doido para dependurar o Kinect no PC e ver o que eu conseguiria fazer, mas faltava uma fonte (o Kinect vendido junto com a Xbox não vem com fonte, porque ela não é necessária para ligá-lo na nova versão do console). Quando comentei isso o Isaías Oliveira me emprestou a dele, e sem mais desculpas fui obrigado a tentar fazer algum hack divertido usando o Kinect!

Escolhi emular um jogo de fliperama antigo, que foi um dos meus preferidos quando era criança: Gladiator, da Taito (1986). A escolha não foi difícil: como vocês vão notar os movimentos do jogo são facilmente mapeáveis para movimentos que você faria com o corpo. detectáveis pelo Kinect.

A única dificuldade séria que tive foi porque eu queria emular o jogo usando o M.A.M.E., mas não conseguia integrá-lo às bibliotecas que usei de jeito nenhum. O problema é que o M.A.M.E. usa uma forma diferente de leitura do teclado, joystick e mouse, que não é compatível. Quem resolveu o problema foi o amigo Vinícius Lopes, que me passou uma versão customizada do M.A.M.E. compilada por ele que funcionou redondinho.

O resultado, obtido depois de umas 4 cervejas e algum malabarismo para conseguir espaço, vocês conferem aqui:

Kinect MAME: Gladiator (Taito, 1986) by muriloq

Advisory Board da Lifeboat Foundation

Monday, November 8th, 2010

Entrei para a Robotics/AI Advisory Board da Lifeboat Foundation:

The Lifeboat Foundation is developing a world-class think tank with a rich cognitive diversity of philosophers, economists, biologists, nanotechnologists, AI researchers, educators, policy experts, engineers, lawyers, ethicists, futurists, neuroscientists, physicists, space experts, and other top thinkers to help humanity survive existential risksand possible misuse of increasingly powerful technologies, including genetic engineering, nanotechnology, and robotics/AI, as we move towards the Singularity.
http://lifeboat.com/ex/bios.murilo.saraiva.de.queiroz
Outros membros incluem o Ray Kurzweil, os vencedores do Prêmio Nobel Eric S. Maskin e Wole
Soyinka, o Ben Goertzel…
Eles tinham me convidado ano passado, mas enrolei porque sempre me lembrava da frase clássica do Groucho Marx: “I don’t want to belong to any club that will accept people like me as a member”!
Repetiram o convite semana passada e acabei aceitando.

Nossas start-ups na final do Desafio Brasil 2010

Wednesday, September 22nd, 2010

Na semana passada participamos - com duas empresas diferentes! - da final nacional do Desafio Brasil 2010.  Foi uma experiência tão rica, divertida e interessante que eu não poderia deixar de comentar a respeito!

O Desafio Brasil 2010 é uma competição de start-ups (empresas em estágios iniciais de desenvolvimento) de base tecnológica, que é promovida desde 2006 pelo GVcepe (Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo). O Desafio tem o apoio de diversos parceiros, dentre eles a Intel e (a partir desse ano) a Microsoft, e em sua edição mais recente também realizou finais regionais em 8 cidades brasileiras, incluindo Belo Horizonte.

Leia mais no meu artigo para o Tecnologia Inteligente!

As Regras de Crocker

Wednesday, July 21st, 2010

A primeira vez em que li sobre as “regras de Crocker” foi num email do Joel Pitt para a lista do http://opencog.org/. Eu adorei a idéia, e como não achei nada sobre elas em português, resolvi postar uma tradução livre da página original da SL4:

Se você diz que opera pelas “regras de Crocker” isso significa que você permite que as outras pessoas otimizem suas mensagens para maximizar a informação transmitida, e não para maximizar a gentileza ou a educação delas com você.

As regras de Crocker significam que você toma para si total responsabilidade pela operação de sua própria mente - se você se ofende, é problema seu. Você permite que qualquer um o chame de imbecil e diga que está lhe fazendo um favor (e ela está mesmo fazendo isso - um dos maiores problemas com nossa cultura é que todo mundo tem medo de dizer que você está errado, ou eles acham que precisam enrolar antes de falar isso).

Duas pessoas operando pelas regras de Crocker deveriam ser capazes de comunicar toda a informação relevante na menor quantidade de tempo possível, sem se preocupar com convenções sociais ou rodeios. Obviamente, não dá para operar pelas regras de Crocker a menos que seja capaz desse tipo de disciplina.

Note que operar pelas regras de Crocker não significa que você pode insultar as pessoas; ela diz que as outras pessoas não precisam se preocupar com a possibilidade de insultar você. As regras de Crocker são uma disciplina, não um privilégio. Além disso, seguir as regras de Crocker não implica em reciprocidade: afinal elas são algo que você faz por si mesmo, para maximizar a informação recebida - não algo que você faz como um favor aos outros.

O nome “regras de Crocker” veio de Lee Daniel Crocker.

Analisando o Twitter usando Árvore de Palavras

Saturday, April 10th, 2010

Acabei de publicar um artigo no Tecnologia Inteligente, o blog da minha empresa, Vetta Labs, sobre análise e visualização de itens do Twitter usando concordâncias e árvores de sufixos!

Escrita Constrangida

Monday, January 25th, 2010

Segundo a Wikipedia, “a escrita constrangida é uma técnica literária na qual o escritor está limitado por uma qualquer condição que proíbe certas coisas ou impõe um padrão”. Por exemplo, você pode querer escrever sem nunca usar a letra A, ou fazer com que o número de letras de cada palavra siga os dígitos de pi.

Batendo papo com o coletivo Maracujá, alguém se lembrou do site Googlism. Ele retorna para você frases retiradas de resultados do Google - “o que o Google pensa de você”, segundo o autor. As respostas são um amontoado de frases sem lá muito sentido, tudo tão nonsense que fica engraçado.

O Ricbit, então, sugeriu um exercício divertido: escrever um “mini-conto” usando só resultados do Googlism - um experimento em escrita constrangida. Nós gostamos da minha segunda tentativa, então resolvi postar aqui:

Certamente tem mais graça se você conhece a história do Max

Indigo Child

max is now blind
max is lost
max is about 2400mg
max is my wife

max is getting bigger
max is what you want
max is crucial
max is ready to go home
max is finally ejected

max is one month old
max is missing
max is pissed

max is 3 months and celebrates his first easter
max is sick again

max is nearly a year old
max is improved a further ten percent
max is asthma free at last
max is maximal oxygen uptake which indicates aerobic fitness
max is a fast grower i
max is up about every two hours to feed
max is cute
max is home

max is gaining quite a following
max is good for that kind of thing
max is so smart
max is a technically skilled player
max is probably creating something big for it
max is correct
max is still in control
max is the solution for you
max is on top
max is no angel it?sa myth that recurs in every culture throughout history
max is not max

max is a mage

E aí ? Postem os de vocês nos comentários!

Os Novos Brinquedos de Controle Remoto

Friday, July 17th, 2009

Eu sou doido por brinquedos de controle remoto. Modelos caros levados a sério não me interessam muito - tenho mais coisa pra fazer com meu tempo e dinheiro que brincar com eles.

Mas feito o Randall Monroe se custa menos de US$ 30 e tem controle remoto eu fico doidinho: :-)

Lithium Batteries

Outra coisa engraçada é que por serem chineses, baratos e populares eles deixam os entusiastas que acham que hobby deve ser levado mais a sério que o trabalho ou a família putos da vida (e eu como bom troll gosto disso). Eu conversei com entusiasta de aeromodelismo que estava com raiva dos bichinhos, porque popularizava demais o hobby dele, “avião de controle remoto não devia ser coisa pro povão”.

E não tem jeito, se tem controle remoto e é barato vira algo popular sim, automagicamente.

Em 2002, na França, eu e o Girino vimos os primeiros carrinhos minúsculos (do tamanho de uma caixa de fósforos), de controle remoto infra-vermelho. Não demorou pra virarem moda nos camelôs do mundo inteiro (e pra aparecer aqui como “Mini-Carro do Gugu Liberato“):

Depois foram os aviões elétricos de brinquedo, como os X-Twin vendidos no Brasil pela Estrela. Eu tentei comprar um desses aqui em Belo Horizonte e estavam esgotados na época do lançamento. Eles usam um recurso interessante, ao invés de controlar as superfícies de vôo (aileron, lemes, etc.) você controla a velocidade dos dois motores elétricos.

Esse daqui parece uma nave futurista - os motores elétricos das “turbinas” ficam dentro das carenagens nas asas:

X-Twin Thunder Jet

X-Twin Thunder Jet (clique para comprar)

Há uns três anos foi a vez dos helicópteros in-door baratíssimos (quando comparamos o preço com um modelo “sério”). Sem conseguir arrumar uma desculpa para me dar um, eu comprei pras minhas sobrinhas no Natal. Depois uns meses começaram a aparecer “helicóptero da Xuxa” no Brasil, cor de rosa… Argh. Mas o brinquedinho é um barato, voar com o helicóptero pela sala e pousar na mesa de centro é algo com que eu sonhava desde moleque. :-)

Esses de 2 canais, como o abaixo, não são muito controláveis - você só controla a altitude e a direção para onde ele está virado, não dá para parar no ar ou voar de lado, por exemplo. Os com 3 ou mais canais são mais caros mas bem mais interessantes.

Mini-Helicóptero Dragon Fly (2 canais)

Mini-Helicóptero Dragon Fly 2 canais (clique para comprar)

Helicóptero Easy To Fly 3D - 3 Canais

Helicóptero Easy To Fly 3D 3 Canais (clique para comprar)

Agora canto a próxima bola: MOTOS de controle remoto. Não carrinhos disfarçados de moto, motos mesmo que se inclinam nas curvas, algumas com pilotos articulados que se movem também. As em escala 1:5 (como as do vídeo abaixo) são bem caras e usam motor a explosão, mas já existem elétricas em escala 1:12 bem mais acessíveis (como a Ducati abaixo; clique na imagem para assistir a um vídeo).

Ainda são raríssimas no Brasil, mas quando os chinecas chupinharem e lançarem modelos barratinhos certamente vão aparecer no Brasil como “Motoboy do Louro José” ou algo que o valha… :-) Podem ter certeza de que vai ser o hit do próximo Dia das Crianças e do Natal. :-)

Moto Ducati de controle remoto com piloto móvel

Moto Ducati de controle remoto com piloto móvel (escala 1:12).

Google Summer of Code 2009

Wednesday, March 25th, 2009

Ano passado participei do Google Summer of Code, como mentor. É provável que faça isso de novo esse ano. As inscrições para estudantes já estão abertas; escrevi sobre isso no Tecnologia Inteligente:

http://blog.vettalabs.com/2009/03/25/google-summer-of-code-2009/

Computadores Mecânicos Feitos com LEGO

Friday, February 13th, 2009

Escrevi um novo artigo para o Tecnologia Inteligente, onde falo sobre LEGO, modelos matemáticos de computação e de computadores feitos com molas e engrenagens! :-)

Computadores Mecânicos Feitos com LEGO