Vídeo da música “Mistério na Teia” (Hélio Ziskind, que era do sensacional Grupo Rumo nos anos 1970) do programa infantil Cocoricó, da TV Cultura (Brasil). Esse vídeo está no DVD “Baú do Faz de Conta”, e também é exibido na TV aberta.
Os personagens são Dito e Feito, vestidos de Sherlock Holmes.
A música conta a história do marimbondo-caçador, um tipo de marimbondo que coloca seu ovo em uma aranha. A larva ao nascer come a aranha viva, por dentro, evitando órgãos vitais e modificando seu comportamento (no exemplo específico, a aranha faz um ninho de teia para o casulo do marimbondo). Esses marimbondos são da família Pompilidae, e nos Estados Unidos são conhecidos como spider wasps (vespas-de-aranha). Uma espécie famosa de lá é a Pepsis formosa, conhecida como tarantula hawk.
Pepsis também é o gênero dos marimbondos-caçadores encontrados no Brasil (segundo o dicionário Houaiss), mas não consegui descobrir a espécie exata que induz a aranha a fazer o ninho de teia; se alguém souber, por favor deixe um comentário!
O Juliano Coelho comentou nas listas sobre criar hardware adicional para o Atari 2600, para aumentar sua capacidade. Por incrível que pareça, é algo sério e factível - vejam, por exemplo, a espetacular expansão desenvolvida no Brasil pelo Ricardo Oazem que transforma um MSX comum, um computador de 8 bits criado em 1983, em uma máquina com gráficos e som tão bons ou melhores que o Super NES (um console 16-bit de 1990).
No caso do Atari 2600 tem uma coisa relativamente fácil de fazer que aumentaria MUITO o poder do console: colocar mais RAM. O 2600 tem 128 BYTES de RAM (sim, bytes, não KBytes - não cabe um ícone do Windows na RAM do 2600). É pouquíssimo.
Um pouquinho a mais daria uma diferença danada - como se pode notar nos jogos baseados no Starpath Supercharger, um acessório (da época) que permitia jogos de Atari 2600 em RAM, a partir de um gravador de fitas K-7. No Brasil uma versão parecida chegou a ser comercializada, mas era usada simplesmente para piratear cartuchos comuns; já o Starpath Supercharger ganhou jogos exclusivos que tiravam proveito da RAM adicional, como essa sensacional versão de Frogger:
De qualquer forma desenvolver hardware novo pro 2600 não faz sentido se não for rolar software novo. Acredite, há gente produzindo jogos novos e inéditos (vendidos em cartuchos de edição limitada) para o Atari 2600 até hoje. Um exemplo espetacular, feito no Brasil pelo Sergio Curti, é uma versão do clássico da Konami Knightmare, para o Atari:
A pegadinha é que o Knightmare não foi feito à moda antiga, em assembly (dando uma de jóquei de canhão de CRT, como era de praxe), mas com o BATARI, uma variante de BASIC desenvolvida recentemente que deixa a coisa toda ordens de magnitude mais fácil (mas é muitíssimo menos flexível que asm puro).
Sempre tem um chato que ou ri (”Que gráficos horríveis! Quem quer Atari e MSX se tem Xbox 360 e PS3 ?”) ou não vê graça (”Porque não investir o tempo em algo mais útil ?”). A minha resposta é que se faz isso por prazer, tesão, diversão, porque é possível.
Assim como a arte, o propósito do hobby é a atividade em si, o caminho, não o destino, o produto final. Comercialmente, aliás, nenhum desses projetos é viável (ao contrário, quase todos os autores que produzem cartuchos reais, com caixa e manual, levam prejuízo). E então eu pergunto: e faz diferença ?
Justice League: The New Frontier, o novo desenho animado da Liga da Justiça me surpreendeu. O desenho se passa nos anos 1950, com traço, personagens e histórias fortemente inspiradas nas revistas da época.
O desenho é cheio dos detalhes deliciosos, como a explicação de porque o Batman deixou de ser o personagem sombrio e assustador dos anos 1940 pra virar aquela coisa Adam West dos 60s, e a origem do Lanterna Verde original, Hal Jordan (com direito a combate de Mig-15 e F-4 Phantom no Beco dos Migs na Coréia do Norte). A Mulher Maravilha ainda não usava chapinha pra alisar o cabelo, e todos os super-heróis usam shorts, não cuecas, por cima das calças.
O Ricbit, Coragi, Desenho e outros mais comic book nerds que eu vão adorar ficar catando referências a personagens mais obscuros (como quando se lê Kingdom Come e Marvels).
No final a história fica meio confusa, lembrando um Independence Day com toques de McArthismo, mas mesmo assim é um desenho memorável - de deixar a gente com vontade de ver uma adaptação de Watchmen!