Aumentando o poder do… Atari 2600!
Thursday, September 18th, 2008O Juliano Coelho comentou nas listas sobre criar hardware adicional para o Atari 2600, para aumentar sua capacidade. Por incrível que pareça, é algo sério e factível - vejam, por exemplo, a espetacular expansão desenvolvida no Brasil pelo Ricardo Oazem que transforma um MSX comum, um computador de 8 bits criado em 1983, em uma máquina com gráficos e som tão bons ou melhores que o Super NES (um console 16-bit de 1990).
No caso do Atari 2600 tem uma coisa relativamente fácil de fazer que aumentaria MUITO o poder do console: colocar mais RAM. O 2600 tem 128 BYTES de RAM (sim, bytes, não KBytes - não cabe um ícone do Windows na RAM do 2600). É pouquíssimo.
Um pouquinho a mais daria uma diferença danada - como se pode notar nos jogos baseados no Starpath Supercharger, um acessório (da época) que permitia jogos de Atari 2600 em RAM, a partir de um gravador de fitas K-7. No Brasil uma versão parecida chegou a ser comercializada, mas era usada simplesmente para piratear cartuchos comuns; já o Starpath Supercharger ganhou jogos exclusivos que tiravam proveito da RAM adicional, como essa sensacional versão de Frogger:
De qualquer forma desenvolver hardware novo pro 2600 não faz sentido se não for rolar software novo. Acredite, há gente produzindo jogos novos e inéditos (vendidos em cartuchos de edição limitada) para o Atari 2600 até hoje. Um exemplo espetacular, feito no Brasil pelo Sergio Curti, é uma versão do clássico da Konami Knightmare, para o Atari:
A pegadinha é que o Knightmare não foi feito à moda antiga, em assembly (dando uma de jóquei de canhão de CRT, como era de praxe), mas com o BATARI, uma variante de BASIC desenvolvida recentemente que deixa a coisa toda ordens de magnitude mais fácil (mas é muitíssimo menos flexível que asm puro).
Sempre tem um chato que ou ri (”Que gráficos horríveis! Quem quer Atari e MSX se tem Xbox 360 e PS3 ?”) ou não vê graça (”Porque não investir o tempo em algo mais útil ?”). A minha resposta é que se faz isso por prazer, tesão, diversão, porque é possível.
Assim como a arte, o propósito do hobby é a atividade em si, o caminho, não o destino, o produto final. Comercialmente, aliás, nenhum desses projetos é viável (ao contrário, quase todos os autores que produzem cartuchos reais, com caixa e manual, levam prejuízo). E então eu pergunto: e faz diferença ?
Kudos pros caras! ![]()