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The Legend of Zelda: Spirit Tracks

Thursday, December 17th, 2009

É impressionante como todos os jogos da série The Legend of Zelda da Nintendo são excelentes (os únicos aparentemente podres são os para Phillips CD-i, que não foram feitos por ela e são completamente desconhecidos - apesar de haver quem os defenda).

Eu terminei ontem o Spirit Tracks, para Nintendo DS, que usa o mesmo engine do outro jogo pro mesmo console, Phantom Hourglass. É, como todos os que saíram a partir de Ocarina of Time para Nintendo 64 (exceto o para GBA, The Minnish Cap), 3D, mas ao contrário desse tem gráficos cell shaded (estilo que surgiu em The Wind Waker, o primeiro para Gamecube).

The Legend of Zelda: Spirit Tracks

The Legend of Zelda: Spirit Tracks

A principal novidade é que agora a princesa (err, o espírito dela) o acompanha durante o jogo todo (faz o papel das fadas dos outros jogos). E, nas fases com os Phantoms, ela os incorpora e você a controla (dando instruções com a caneta, não diretamente), para resolver puzzles. Cada Phantom tem uma habilidade diferente, o que torna a experiência interessante (e reminiscente do excelente Lost Vikings, para PC e SuperNES).

Como jogo os Zelda há mais de vinte anos achei o jogo muito fácil: a maioria dos bosses eu matei com uma ou duas tentativas, não demorei para passar de nenhum dos puzzles, e não fiquei encalacrado em lugar nenhum sem saber para onde ir. Ainda assim, é divertidíssimo, como todo Zelda.

Como em Ocarina of Time, você tem um instrumento musical que precisa tocar em vários momentos do jogo - uma flauta de pan (a.k.a. syrinx). Aliás, essa foi minha única dificuldade, então deixo o macete aqui: para tocar algumas melodias é preciso saltar uma nota. Eu passei o jogo todo fazendo isso controlando o sopro, o que é dificílimo. Só na última melodia, no finzinho do jogo, é que descobri como fazer direito: você dá um sopro contínuo, e move a flauta de uma vez - se você mover rápido o suficiente a nota intermediária não toca.

Eu dizia que Phantom Hourglass era o melhor jogo de DS, e agora coloco Spirit Tracks junto. Aliás, os controles são os mesmos, e Spirit Tracks também é cheio de puzzles que exigem microfone (uma das armas você inclusive ativa soprando) e anotações no mapa usando a caneta (é comum você ir numa parte da dungeon, anotar no mapa a ordem em que algo deve ser acionado, ou o caminho a ser seguido, e usar isso mais tarde).

Aliás, acho que o DS é a melhor plataforma para se jogar Zelda! Claro que os gráficos deixam a desejar, mas o controle (quase que exclusivamente com a caneta) e a integração com o console são tão bacanas que deixam o jogo muito mais agradável que no Gamecube ou no N64. Eu joguei o de Wii só um pouquinho, mas fiquei com a impressão que o Wiimote mais atrapalha do que ajuda, parece uma adição de última hora (e é, Twilight Princess usa praticamente o mesmo engine de Wind Waker).